O Segundo Encontro

31 de julho de 1999, acordei super ansiosa para receber minha linda rosa, afinal nesse dia começamos a namorar de verdade.

Tudo que eu queria era que ela chegasse logo para que eu pudesse abraçá-la, combinamos de nos encontrar-mos as 15:00hs na rodoviária, e dessa vez chegamos praticamente juntas.

Quando a vi, minha vontade foi de correr em sua direção e beijá-la ali mesmo (como nos filmes de romance), mas tive que me conter, afinal estávamos em um lugar público.

Como eu já sabia que ela gosta de bolo de chocolate, fiz um bolo bem caprichado e cheio de cobertura.

Durante a tarde conversamos bastante, quando servi-lhe o bolo, ia aproveitar para beijá-la, mas exatamente nesse momento minha vó entrou em minha casa, então apenas comemos o bolo e continuamos conversando.

Eu havia escrito algumas poesias para ela, e depois que minha vó se foi, ela pediu para ler, então disse-lhe que poderia fazê-lo mais tarde e que primeiro ela poderia ler as anteriores que não havia lido ainda.

Peguei as folhas com as poesias e entreguei-lhe, sentei-me ao seu lado, e não pude resistir, então me aproximei-me de seu ouvido, disse-lhe:

- "Ana, não tem jeito!"
- "O que não tem jeito Cris?"
Respondi-lhe então com longo beijo em sua boca.
Ao afastar-me, pedi desculpas por ter sito tão impulsiva, mas ela voltou-se para mim e disse:

- "É não tem jeito mesmo!" - Puxando-me pela blusa e beijando-me novamente.

Fiquei surpresa com sua atitude, mas posso dizer que esse foi um momento mágico, nossos corações estavam descompassados, mas batendo em plena harmonia, senti como se a terra tivesse parado de girar e no universo existesse apenas nós duas, duas Almas Gêmeas que acabaram de se reencontrar completando assim um ciclo, e dando inicio a um novo recomeço.

Foi maravilhoso!!!!

Passamos o resto da tarde nos braços uma da outra, e quando anoiteceu, esperamos que todos saissem para diversão ou adormecessem, afinal embora eu morasse nos fundo da casa de minha mãe todos ficavam indo em casa, então preparei um jantar a luz de velas só para nós, meu amor havia levado o vinho, e como toda italiana não dispenso um bom prato de capeletti, após o jantar assistimos um filme, ou pelo menos tentamos, sobre a história de duas mulheres totalmente diferentes, com vidas diferente que se apaixonam e se entregam a esse Amor, e acabamos adormecendo abraçadas, foi uma noite romantica.

Ao amanhecer, senti seus braços em volta de meu corpo, achei que estava sonhando, então abri os olhos bem devagar e virei-me de lado, não, não era um sonho, ela era real e estava ali ao meu lado.

Minha Alma Gêmea, o grande Amor da minha vida, a mulher mais sensacional que já conheci até hoje.

Na tarde de domingo, não fizemos coisa melhor que ouvir música e namorar bastante, pois sabiamos que demoraria para nos vermos novamente.

Quando anoiteceu meu Amor teve que retornar para São Paulo, foi muito triste o momento da despedida, meu coração ficou super pequenino e apertado, pois eu já havia tido um namorado também de São Paulo e sabia o quanto era ruim namorar a distância, e o que eu mais queria era poder vê-la todos os dias, mais uma vez nos abraçamos forte, mas na certeza de que nos veriamos muito em breve, ela entrou no ônibus, esperei que partisse e voltei para casa.

Na segunda-feira pela manhã, liguei-lhe para saber se estava tudo bem, e como ela estava psicologicamente, afinal a primeira experiência homossexual pode levar uma pessoa a loucura, e se isso acontecesse com minha flor eu gostaria de estar sempre ao seu lado para poder lhe ajudar.

Mas graças a Deus estava tudo bem, e ela não entrou em crises, e continuamos nos falado e namorando ao telefone durante os dias que se sucederam.

Na semana seguinte notei que ela estava um tanto nervosa e irritada, mas não podia fazer nada, pois eu estava longe, então mandei-lhe uma mensagem declarando-lhe todo o meu Amor.

Ela me ligou, agradecendo e disse que estava morrendo de saudades, e que o problema não era comigo, e sim stress do trabalho. Fiquei aliviada.

Mais uma vez sentimos a dor da distância, pois se eu estivesse mais próxima poderia ir almoçar com ela aquele dia e conversarmos um pouco, e aliviar o stresse.

Capítulo VI - Mudança

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